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Emprego do leite reduz até 50% dos custos no controle do oídio

Doença que ataca várias culturas pode ser combatida com pulverização semanal do líquido, que forma película protetora

Por Juliana Royo

O oídio é uma doença causada por fungo e é preocupante em dezenas de culturas. O controle normal é feito através da aplicação de fungicidas, mas os pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente descobriram uma forma mais ecológica, eficiente e barata de combater o oídio: o leite. A bebida deve ser misturada à água em concentrações que vão de 5% a 10%, dependendo da intensidade da doença, e pulverizada semanalmente desde o início do surgimento do fungo na plantação. Além de não contaminar o solo e os cultivos e ser seguro para os trabalhadores que fazem a aplicação, o uso do leite no controle do oídio pode custar até a metade do que o agricultor gasta com fungicidas.

O leite tem três ações diferentes contra o fungo da doença. Na pulverização, ele forma uma camada na superfície das plantas como se fosse um biofilme de película bem fina. Isso forma uma camada protetora que impede a germinação e penetração do fungo, além disso, como ele é rico em nutrientes, aqueles microorganismos que vivem na superfície da folha crescem mais e se colonizam pela superfície. Segundo o engenheiro agrônomo e pós-graduado em fitopatologia Wagner Bettiol, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, outra característica positiva é que o leite tem, naturalmente, uma ação germicida contra os fungos que são estranhos ao leite. O terceiro benefício com o uso do leite é que ele é rico em sais que induzem a resistência ao oídio nas plantas.

A aplicação semanal deve ter de 5% da bebida na calda, quando a doença está amena, e de 10% quando ela está mais intensa. Bettiol diz que fazer a mistura é simples. Basta colocar 5 litros de leite para cada 95 litros de água ou 10 litros de leite para 90 litros de água e não importa o tipo de leite utilizado pode ser tipo A, B ou C e até o cru, que não é processado e é mais barato do que os outros. Algumas propriedades, que criam gados, já têm a produção pronta para a utilização.

— Existe uma tendência, no mundo todo, de reduzir os fungicidas aplicados nas culturas. O que o leite faz é substituir o fungicida porque fazendo a aplicação recomendada o leite funciona de forma similar ao fungicida. Da última vez que nós fizemos o levantamento, o leite custava metade do preço de um fungicida e se nós considerarmos o enxofre como fungicida padrão do oídio, o leite custa 70% do valor dele, ou seja, redução de 30% do custo, em relação ao enxofre. O agricultor pensa em gastar menos, mas existe ainda o aspecto ambiental e a segurança do aplicador, que não vai ser contaminado com um produto químico. É importante como um todo para o agricultor não apenas pensar em substituir o leite pela fungicida, mas sim pensar na agricultura como um todo. Os agricultores devem fazer o manejo correto para que as plantas não fiquem doentes e, dessa forma, utilizem o mínimo possível de produtos químicos na agricultura — explica Bettiol.

A doença

O oídio pode chegar a danificar 100% a produção e é encontrado em diversas culturas como  abobrinha, pimentão, tomate, feijão, soja, manga, abacate, caju e trigo. O pesquisador da Embrapa Meio Ambiente diz que os agricultores podem identificar a doença quando a planta fica esbranquiçada como se tivesse caído algodão em cima dela. Em algumas culturas os danos são menores, como no caso das flores em que o visual esbranquiçado compromete a comercialização. Mas existem casos mais graves. Na abobrinha e pepino, por exemplo, o oídio faz com que as culturas produzam por menos tempo e, consequentemente, gerem menos frutos, reduzindo a produção em até 30%. Já nos cultivos de manga, abacate e caju, o fungo ocorre no período da inflorescência e impede a formação dos frutos, prejudicando 100% da produção.

Clique no link a seguir e confira a reportagem completa sobre o assunto: http://www.diadecampo.com.br/zpublisher/materias/Materia.asp?secao=Agrotemas&id=22381

 Fonte: Portal Dia de Campo
 
 

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