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Orquídeas e seus poderes terapêuticos
 
FLORES > SEJA COMO ALTERNATIVA DE RENDA OU POR LAZER, O HÁBITO DE CUIDAR DAS PLANAS É TAMBÉM UMA TERAPIA
 
CATTLEYA Intermedia é nativa do Sul, floresce na primavera e promete ser destaque em exposição de orquídeas
Para alguns, elas são artigos meramente ornamentais. Para outros, uma forma de terapia. O fato é que, muito dificilmente, as orquídeas passam despercebidas até mesmo pelos olhos de quem pouco entende do assunto. Com uma indefinida variedade de formas, cores e tamanhos, elas compõem uma das maiores famílias de plantas existentes – a Orchidaceae –, e como nenhuma outra espécie, despertam o interesse de colecionadores que formam associações orquidófilas espalhadas por todo o mundo.

Em Santa Cruz do Sul, a Associação Santacruzense de Orquidófilos atua há mais de 50 anos na promoção de palestras e exposições, dentre outros eventos para difundir a prática e atrair novos adeptos. Atualmente, a entidade conta com cerca de 80 sócios de diversos municípios da região, sendo a maioria de Santa Cruz. Mas o cultivo de orquídeas no município ainda é praticado apenas como um hobby. “Muitos orquidófilos da região se especializam no assunto e inclusive fazem cruzamentos de plantas, mas em Santa Cruz todos são amadores que descobriram nas orquídeas uma forma de bem-estar”, afirma o presidente da associação, Norberto Gewehr.

Ele próprio se inclui no grupo que busca nas plantas uma melhor qualidade de vida. Seu interesse pela prática começou há 20 anos, quando foi convidado por um amigo para conhecer a associação. Com o tempo, a plantação principiante de apenas meia dúzia de orquídeas transformou-se em um orquidário, definido por Gewehr como uma “salada de frutas”. “Não tenho nem ideia de quantas espécies já tenho aqui. É difícil cuidar de todas, pois cada uma tem suas peculiaridades, mas o lado positivo é que assim tenho flores o ano todo”, justifica.

VALE A PENA

Segundo Gewehr, cultivar orquídeas é uma tarefa relativamente fácil. Basta cuidar fatores como temperatura, intensidade de luz e quantidade de água, que variam de acordo com cada espécie. Para Gewehr, com os tipos nativos da região Sul – como Cattleya Intermedia, Laelia Purpurata e Leopoldi –, os cuidados são mais simples, pois esses já são adaptados ao clima local. “Mas as plantas também se adaptam ao longo do tempo, como o Dendrobium, que não é nossa, mas se aclimatou”, complementa. A lista de espécies é incrementada ainda com as plantas híbridas, que enriqueceram a variedade de formas e cores das orquídeas. “Isso mostra que a natureza não é a única responsável pela beleza das flores, pois o homem, com o cruzamento genético, conseguiu melhorar a qualidade das plantas”, salienta Gewehr.

Proprietário de uma indústria de móveis, Gewehr tem o trabalho como dever e o cultivo como lazer. “As orquídeas são minha terapia”, resume. Uma terapia econômica, inclusive. Segundo ele, uma muda pode custar de R$ 8,00 a R$ 10,00, e a manutenção não exige mais do que água, luz e temperatura adequada, além de poucas adições de adubo. “Independente disso, nenhum investimento paga a ótima sensação de ver as plantas florescendo”, garante.
 
 
GEWEHR: cultivo de várias espécies garante orquidário florido o ano inteiro

Fonte: Jornal Gazeta do Sul
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