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Mini-hortaliça encanta clientela paranaense
Laudenir Lazaroto usa a mesma semente da rúcula normal, mas a colheita é feita antes (Crédito: Marco Charneski)

Por Magaléa Mazziotti

O grande momento em que se encontra a culinária local, com a proliferação de estabelecimentos com chefs especializados em surpreender o paladar, está ditando algumas inovações na agricultura do Estado, como as mini-hortaliças. Seja nas cidades da Região Metropolitana de Curitiba (RMC), seja no norte do Paraná, os produtores estão reservando alguns metros quadrados de área para experimentar o cultivo da novidade e atender uma demanda latente por tais vegetais em formatos reduzidos. Os pioneiros atestam que a novidade é bastante vantajosa, principalmente porque as culturas apresentam ciclos de produção bem mais curtos e necessitam de pouquíssimo agrotóxico e adubo.

O produtor Laudenir Roberto Lazaroto se diz muito satisfeito com o desempenho das rúculas em versão diminuta na sua propriedade de Colombo, Região Metropolitana de Curitiba. Com aproximadamente seis alqueires de área, ele reservou 1.050 m2 dentro de sua estufa para testar a produção da hortaliça. “Utilizo a mesma semente da rúcula tradicional, porém, em menos de um mês já posso colhê-la e ela é produzida o ano todo, ao contrário do tomate que só é colhido uma vez no ano”, compara. “Ela só necessita de esterco para a adubação e de, no máximo, uma pulverizada de pesticida por semana, ou seja, a mão de obra também não perde muito tempo com a plantação”, atesta.

A área gera aproximadamente 20 bandejas por ciclo (de apenas três semanas), cada bandeja tem 288 mudas que são comercializadas por R$ 6 aos entusiastas dos minivegetais. O investimento na produção é tão irrisório que é absorvido nas despesas globais das diversas culturas da propriedade. Apesar do custo de produção não ter expressão, Lazaroto informa que as rúculas da estufa (mini ou maiores dependendo do gosto do freguês) já rendem, em média, R$ 2mil por mês. “Ela tem um gosto mais suave e a folhagem é mais suculenta, por isso que está agradando o mercado”, conta o produtor que abastece cinco estabelecimentos localizados em Curitiba e RMC.

No norte do Estado, é a Casa Onishi, localizada em Londrina, que atende aos consumidores interessados pelas “folhas bebês” como são comumente tratadas na região. Há três anos, o local começou a comercializar variedades de folhagens como alfaces, escarolas e raízes como beterrabas em versões reduzidas e já conquistou uma clientela cativa. Na capital, a Companhia da Semente segue a receita londrinense, porém, o foco está na oferta de mudas de verduras. “Vendemos em bandejas para restaurantes ou em dúzias para o consumidor doméstico, em todos os casos, os clientes levam para casa um pedacinho da horta e, com isso, podem ter o prazer de saborear refeições com verduras que vão do pé para a mesa”, destaca o proprietário Carlos Cintra.

“Na bandeja, os vegetais conservam o mesmo frescor por até uma semana. Quem prefere replantar em um vaso, por exemplo, amplia ainda mais a durabilidade das hortaliças, só tem que estar atento para o desenvolvimento natural da planta, pois ela crescerá normalmente como o passar dos dias e o mini ficará no tamanho normal já que não há diferença entre as sementes”, recomenda a vendedora da Companhia da Semente, Evelin Ruschel. “As mudas são elaboradas a partir de sementes comuns ou híbridas que garantem 100% de germinação”, ensina a vendedora.

Estrelas da mesa

Não há como torcer o nariz para saladas, quando o prato é formado por miniaturas de berinjelas, abobrinhas, acelgas entre outras intermináveis possibilidades. O chef Flávio Frenkel, do Anis Gastronomia, em Curitiba, encantou-se com o produto na Califórnia e introduziu a novidade no Brasil. “Voltei para cá em 2001 e ninguém fazia isso nem em Curitiba, nem em nenhuma capital dos grandes centros do país”, recorda. “Faz nove anos que preparo pratos com brotos (mini-hortaliças) e o que antes era procurado pela curiosidade, hoje, permanece pelo paladar diferenciado, além dos alto teor de nutrientes”, explica o chef, dizendo que apesar do requinte implícito nos pratos, a partir de R$ 15 já é possível saborear uma salda a base de brotos.

A formanda em Chef Internacional e Patissie, Mayã Sfair reforça o coro a favor da novidade. “Além de garantir um visual bonito e delicado aos pratos vêm ao encontro de uma tendência mundial da culinária em propor pratos saudáveis”, aponta. “Junto ao frescor no paladar o cliente tem no conforto de não destruir o prato ao degustá-lo, porque em uma garfada ele pega o vegetal”. O entusiasmo com as possibilidades das mini-hortaliças é tão grande que, no ano que vem, a futura chef vai para a França trabalhar no consagrado restaurante Michel Brás et Sebastién, onde a cozinha é comanda pelo famoso chef Michel Brás que conquistou clientes no mundo todo com pratos criados a partir de mini-hortaliças.

 

Tamanho é, sim, documento

A cidade paulista de Itu conquistou fama por seus produtos de proporções exageradas. Já na vizinha Salto, 100 km da capital paulista, uma propriedade vem se destacando por seus artigos minúsculos. A fazenda Ituaú tornou-se especialista no plantio de hortaliças que raramente passam de poucos centímetros. Em um único hectare há 90 tipos de minihortaliças. Alfaces, por exemplo, são cultivadas em vasos de violetas. A ideia surgiu há 12 anos. A maturidade do setor no Estado vem na direção da ampliação da margem de lucro dos produtores paulistanos, a ponto dos clientes de lá já estarem pagando o triplo do preço de uma hortaliça comum. Versões diminutas de cenouras e rabanetes, por exemplo, saem por R$ 6 reais, enquanto uma minimoranga é vendida a R$ 15 reais.


Fonte: Paraná Online

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