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Regra vai estabelecer critérios para a hortaliça ser certificada como um produto seguro e produzido
A norma técnica que definirá os requisitos para a produção integrada de tomate de mesa será discutida nesta quinta-feira, 14 de abril, com representantes da cadeia produtiva da fruta do Espírito Santo.

O chefe da Divisão de Horticultura do Ministério da Agricultura, Marcus Vinícius Martins, participa de uma reunião com a Comissão Estadual da Produção Integrada (Cepib/ES). Martins também visitará propriedades rurais produtoras no município de Venda Nova do Imigrante, localizado na região serrana do estado, a 103 km da capital Vitória.

O objetivo é conhecer as características geográficas e agronômicas do estado para a definição de uma legislação de abrangência nacional. A produção da hortaliça no Espírito Santo se dá em uma região montanhosa, diferentemente do restante do país. “A norma está sendo elaborada desde 2007 pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), mas antes de finalizá-la precisamos acrescentar as sugestões do Espírito Santo. A expectativa é que ela seja aprovada ainda em 2011”, afirma.

Produção integrada no Brasil

A Produção Integrada Agropecuária (PI Brasil) foi instituída pelo Ministério da Agricultura em agosto do ano passado. O sistema confere qualidade ao produto, seguindo requisitos de sustentabilidade ambiental, segurança alimentar e rastreabilidade de todas as etapas da produção. Outra vantagem é a certificação, que permite maior competitividade para os agricultores nos mercados interno e externo. Até então, existiam apenas normas técnicas para frutas.

Hoje, há 19 itens oriundos da produção integrada normatizados no Brasil, incluindo abacaxi, banana, caju, caqui e citros. Estão em desenvolvimento mais 22 cadeias produtivas, como ameixa, amendoim, arroz, batata, tomate e flores.

Mercado importante

O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de tomate de mesa. A produção nacional obtida em 2008, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), chegou a 3,8 milhões de toneladas (t), em 61 mil hectares (ha) plantados. Os maiores produtores são Goiás, São Paulo e Minas Gerais, respectivamente.

A maior parte da produção (63,4%) é destinada ao consumo in natura. O restante destina-se ao processamento de polpa. De acordo com a Embrapa Hortaliças, a temporada de 2008 movimentou R$ 4,2 bilhões.

A área plantada de tomate no país praticamente não se alterou desde 1990. Já a produtividade teve avanço significativo, passando da média de 37 t para 63 t/ha, podendo chegar a 87 t/ha na modalidade industrial, com uso de modernas tecnologias.
 
 
Fonte: Ministério da Agricultura
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