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Tecnologia de Sementes no Campo

Confira, abaixo, as palestras ministradas sobre o tema Tecnologia de Sementes no Campo, durante o II Workshop sobre Tecnologia de Sementes da ABCSEM.

Tecnologia da Semente no Campo (Lívio Kuninagui Takahashi, Sakata)

Lívio Kuninagui Takahashi, coordenador de Pesquisa e Operações de Tecnologia de Sementes da Sakata Seed Sudamérica, em sua palestra sobre “Tecnologia da Semente no Campo”, revelou que 40% do valor da semente está relacionado à tecnologia de sementes, sendo que 60% do valor restante se deve à genética. Segundo ele, a tecnologia de sementes pode ser definida como “tratamentos ou operações pós-colheita, que melhoram o crescimento, a germinação das sementes e a proteção contra pragas e doenças, facilitando a entrega da semente no momento da semeadura”.

Conforme explica Takahashi, o fluxo do processamento das sementes tem início na recepção, passando pelo beneficiamento, pela tecnologia de sementes (com amostra de qualidade examinada pelos laboratórios de fitologia, patologia e genética), pelo embalamento e, por fim, pela expedição. Entre os principais processos de tecnologias de sementes estão: calibração; gradding; desinfecção; tratamento preventivo contra pragas e doenças; polvilhamento ou “dust”; peliculização; quebra de dormência; escarificação; peletização; encrustamento, para facilitar na semeadura; encapsulamento (patenteado pela Sakata); multi seed pellet; hidratação da semente (priming ou pré-germinação); e seed tape (sementes dispostas em fio biodegradável – ainda não disponível no Brasil).

De acordo com Takahashi, as tecnologias de sementes, para serem viáveis, devem seguir alguns pré-requisitos técnicos, como: alta qualidade fisiológica e sanitária das sementes; tolerância à variação do clima; apresentar melhorias ao utilizar as sementes e constância no fornecimento. “Sob o aspecto econômico deve-se considerar um preço competitivo de mercado e também acessível ao produtor, a fim de que sua comercialização se plausível”, observou. 

Contudo, Takahashi salientou também que para que toda a tecnologia empregada nas sementes seja aproveitada, deve-se ter alguns cuidados no campo, dentre os quais: mão de obra treinada; equipamentos específicos para semeadura, considerando regulagem e peças adequadas de acordo com a tecnologia a ser utilizada; solo bem preparado; controle de irrigação (manejo) nos primeiros dias e cuidado com a qualidade da água utilizada no cultivo pós-semeadura; entre outros. Desta forma, “a tecnologia pertencente à semente trará benefícios às demais etapas da cadeia produtiva, com destaque para os viveiros, já que este tipo de inovação possibilita diminuir o tempo de bancada. Isto é benéfico para o viveirista, pois a muda fica pronta mais rápido e em condições muito melhores para o plantio, proporcionando economia e maior lucratividade”, ressaltou. 

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