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PALESTRA – Nutrição de Plantas (Pedro Furlani, Conplant)

“Temos diferentes exemplos de viveiros e de sistemas de produção. Cada vez mais a forma de produzir está ficando tecnificada pela demanda de qualidade”, afirmou o engenheiro agrônomo e diretor da consultoria agrícola Conplant, Pedro Furlani, durante a palestra que proferiu sobre “Nutrição de Plantas”.

Segundo ele, além do sol, água e oxigênio, elementos vitais para as plantas, estas também se beneficiam de outras fontes existentes na natureza. “Na Tabela Periódica temos os minerais essenciais, os minerais não essenciais, os benéficos (como sódio, silício e cobalto, para algumas plantas leguminosas) e os tóxicos”, ilustra Furlani. Para ele, a indústria de fertilizantes tem que se preocupar em fazer o melhor uso possível dos elementos favoráveis, cuidando para que os prejudiciais não atinjam a produção de mudas.

No solo, frações orgânicas e inorgânicas liberam minerais, que, ao se dissolverem em água resultam numa solução de solo. Na água, os sais inorgânicos dissolvidos resultam em uma solução nutritiva. Há ainda a solução de substrato. “Para garantir mais sanidade das plantas, o substrato passou a ser uma obrigação na produção de mudas, teve início com as hortaliças e hoje é utilizado até para produzir seringueiras”, lembra Furlani.

Para a elaboração de um programa de adubação em substratos deve-se conhecer a qualidade da água, o tipo de substrato, o perfil da planta, para então dar início às adubações, com monitoramento do sistema. “Quanto mais inerte for o substrato, maior será a eficiência do nutriente aplicado. Características químicas e perdas que ocorrem por lixiviação e drenagem, por exemplo, podem comprometer a eficiência do substrato”, explica o especialista.

Como o substrato é o suporte físico para as raízes das plantas e não possuem reserva de nutrientes, nem capacidade de fornecimento, na programação da fertirrigação deve-se: 

- Aplicar solução completa de nutrientes – macro e micro 
- Ter cuidado especial com a forma do nutriente aplicado
- Adotar o pH da solução ligeiramente ácido para que ocorra a máxima condução dos nutrientes
- Realizar monitoramento contínuo e ajustes constantes.

Nas soluções nutritivas deve-se levar em conta a quantidade, ou seja, a concentração de sais totais ou condutividade elétrica (potencial osmótico); e também a qualidade, que se refere à relação entre íons apropriada para a planta nos seus estágios de desenvolvimento.

“Cada produtor usa o substrato como sistema de sustentação da planta e, muitas vezes, desenvolve o sistema que aprendeu por tentativa e erro. Isto porque ainda não temos no Brasil uma base de dados para montagem de tabela de adubação em substrato, como existe em outros países mais desenvolvidos, como a Holanda”, comentou Furlani, sobre os Sistemas de Recomendação, ainda um desafio a ser vencido no país. 
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