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PALESTRA – Rastreabilidade (Giampaolo Buso, Paripassu)

Giampaolo Buso, CEO da Paripassu Aplicativos Especializados, iniciou sua palestra sobre “Rastreabilidade” perguntando ao público: o que é rastrear? Certificado de origem, controle, confiança, identificação do indivíduo do começo ao fim do processo, foram algumas das respostas apontadas pelos participantes. 

De acordo com Buso, “nós da agricultura temos aplicado muito pouco o uso do registro para a sistematização e processos, isto faz parte da cultura do brasileiro”. Mas ele explica que existem diversos sistemas tecnológicos para isso, que facilitam este controle, que também pode ser feito de forma mais simples, com anotações em papel ou em Excel, por exemplo. “O importante é manter a constância e a disciplina no acompanhamento real dos dados”, afirma.

Para o especialista, a rastreabilidade está deixando de ser um diferencial apenas, para se tornar uma exigência de mercado cada vez mais forte. “Temos uma baixa relação de confiança na cadeia de abastecimento. Por isso, se não tem registro, não tem história. O registro acontece de ponta a ponta: cada uma das etapas tem seus próprios registros e ainda não há interface com o elo da frente, o que prejudica o feedback sobre padrão de qualidade, por exemplo, no que se refere ao que acontece ao longo da cadeia, como problemas com o transporte. Os registros organizados e conectados, proporcionam maior visibilidade para o consumidor o que valorizará o produto final, beneficiando toda a cadeia”, acredita. 

Para iniciar o processo de rastreamento é preciso definir qual o nível de controle que se deseja; qual a origem (própria e dos parceiros); o caminho (que o produto percorreu) e o processo produtivo. Deve-se ainda registrar informações sobre as origens, os produtos e para quem estão sendo vendidos. 

Visível por meio de etiquetas com códigos de barras, que contém informações lidas por leitores óticos, o rastreamento proporciona: colaboração, transparência e gestão. Ao produtor, permite o registro do manejo, da qualidade e dos indicadores de desempenho. Ao packing-house, proporciona a inspeção de qualidade e automação de recebimento e envio. Para o supermercado, o benefício está na inspeção de qualidade associada à origem (checar se o produto chegou de forma adequada de quando saiu na origem) e para o consumidor permite a interação com a informação de origem e verificação da segurança do alimento que está adquirindo. 

De acordo com Buso, a rastreabilidade impõe um ritmo de organização que gera eficiência de processos, em caso de necessidade de recall, por exemplo, é possível identificar para onde foram os lotes específicos que precisam ser recolhidos. “As redes comerciais deixam de ser lineares e passam a ser circulares, conectadas. Isso inviabiliza as distorções e os erros, pois a transparência é fundamental para a manutenção da coerência dos processos”, conclui. 
 
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