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Prejuízo na área da agricultura supera os R$ 21 milhões

Cultura do tabaco apresenta as maiores perdas com o excesso de chuva 
 

Depois de assinar o decreto de situação de emergência no município no mês de maio por causa da seca, agora a prefeita de Vera Cruz, Rosane Petry, tomou a medida em função do excesso de chuva forte. Representantes da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Emater/RS-Ascar, Sindicato dos Trabalhadores Rurais e Defesa Civil apresentaram na quinta-feira uma avaliação técnica e um levantamento de perdas que assustou a prefeita. Ela assinou o decreto ao constatar o prejuízo de R$ 21.261.939,00, atingindo todas as localidades do interior.  

A cultura mais afetada foi a do tabaco, com danos avaliados em R$ 18.889.200,00, o que significa a perda de 3.498 toneladas do produto. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR), Geraldo Back, as folhas perdem peso e não crescem. E fora da lavoura também ocorre dificuldade no processo de cura, já na estufa. “O fumo começa a apodrecer, tamanha é a umidade”, destaca Back.

O cultivo do arroz também sofre com o alagamento das lavouras. Conforme o engenheiro agrônomo Luís Fernando Gerhard, responsável pela Emater/RS-Ascar em Vera Cruz, o município possui mil hectares com produção de arroz, todos em áreas propensas à enchente. O setor de arroz irrigado já contabiliza 1.440 toneladas e R$ 774.144,00 em perdas.

Os hortifrutigranjeiros, feijão, mandioca e a produção da bacia leiteira também seguem na lista de prejuízos. Ainda há o risco de culturas como tomate, pepino, morango e alface, cultivadas fora de túneis ou estufas, serem afetadas por pragas e apodrecerem. As perdas se devem ao considerável volume de precipitação de chuva. Conforme a estação meteorológica da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), somente em novembro choveu 384 milímetros, o suficiente para aproximadamente quatro meses. Números como esses não eram registrados desde o ano de 1914.       

SAÚDE

O secretário de Desenvolvimento Rural, Alcindo Francisco Iser, afirma que as chuvas em grande proporção ocorridas nos últimos três meses, alternadas com dias de calor intenso, trazem os maiores prejuízos ao setor. Iser salienta que, além dos danos irreversíveis, a saúde dos agricultores é prejudicada com as mudanças atípicas no clima. “O cenário atual é bastante delicado. Conversando com nossos agricultores, eles ficarão felizes se conseguirem quitar suas dívidas”, frisa.

Considerando que a Defesa Civil se manifestou favorável à homologação da situação de emergência, o decreto terá vigência pelo prazo de 180 dias, sujeito à prorrogação. Como a agricultura é a base da economia de Vera Cruz, as perdas consideráveis do setor também podem trazer reflexos na indústria e no comércio. Com a aproximação do Natal, período em que o comércio geralmente apresenta altos níveis de vendas, a situação começa a mostrar seus efeitos.

Mesmo com o setor preocupado com a situação, o presidente da Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Agropecuária (Acisa), Eduardo Nagel, diz que não espera crise nas vendas. “Aguardamos a recuperação da agricultura para que o comércio não seja afetado”, afirma. 


Fonte: Gazeta do Sul
 
 

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