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As dificuldades dos orgânicos nas Centrais de Abastecimento

Os preços dos produtos orgânicos são mais caros se comparado com o valor que é comercializado o convencional. Existe uma parcela, um público que busca os alimentos neste segmento. Porém, ainda não é o suficiente para que as empresas instaladas dentro das Centrais de Abastecimento, as Ceasas trabalhem com os hortifrútis sem defensivos agrícolas. De acordo com a assessoria de imprensa da Ceasa do Ceará, o Mercado ainda não trabalha com este item.

Já o departamento de comunicação da Ceasa de Santa Catarina a situação é um pouco diferente. O Entreposto catarinense emitiu uma nota, esclarecendo que a Ceasa-SC está criando ações para aumentar o número de orgânicos dentro das unidades, mas por se tratar de um produto de valor agregado um pouco elevado, muitos consumidores ainda não consomem como deveriam. Mesmo com algumas campanhas na TV, jornais, revista, o poder aquisitivo financeiro do brasileiro está cada vez mais achatado e isso impede o crescimento de produtores e consumidores de produtos orgânicos (devidamente certificados). Porém, no ano de 2016, foram comercializadas aproximadamente 320 toneladas de produtos orgânicos (número pequeno). No mercado há apenas um Box e cerca de cinco produtores que trabalham exclusivamente com orgânicos totalmente certificados e fiscalizados. 

No maior mercado atacadista da América Latina e o terceiro maior do mundo, a CEAGESP - Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, apenas duas empresas que atuam com este tipo de produto. Para o permissionário João Clodoaldo, os comerciantes do Entreposto paulista, ainda não trabalham com os alimentos sem defensivos, por causa da falta de produção.“Para mim, a maior dificuldade seria a oferta do produto. Se caso, o meu cliente precisasse do produto orgânico, eu poderia ter hoje, mas amanhã já não teria mais, porque a oferta é bem pouca. Por isso, aqui no Mercado se concentrou-se em dois ou três distribuidores de orgânicos”, explica Clodoaldo.   

Entretanto, há muito tempo, outras empresas já tentaram comercializar esse tipo de alimento na Ceasa de São Paulo, porém sem sucesso. “Aqui teve, há uns 10 anos atrás, no pavilhão, uma cooperativa de produtos orgânicos e não foi para frente. Juntou vários produtores, começaram a comercializar vários alimentos orgânicos, mas não deu certo”, lembra o permissionário Ênio Kiyohara.  Outro detalhe mencionado pelo Ênio é a durabilidade do produto. “Hoje, o alimento orgânico, ele dura, em média, uns dois ou três dias. Então, o consumidor não vai ao mercado dois ou três dias comprar em pequenas quantidades para consumir naquele dia ou no dia seguinte. O cliente faz uma compra semanal ou duas vezes na semana, no máximo” ressalta. 

A Empresa Terra Frutas Orgânicas produzem frutas orgânicas há mais de 10 anos. A região produtora fica em Bebedouro, cidade interior de São Paulo, com frotas próprias, o estabelecimento comercializa o produto para o Brasil todo. Para a proprietária Luciana Aparecida Dias da Silveira Carbone, a maior dificuldade é o que leva a continuar. ”Aqui é um grande desafio, mas estar aqui temos a possibilidade de comercializar para o país inteiro. As principais distribuidoras especializadas de hortifrúti estão aqui dentro. E temos também, a oportunidade de atuarmos fora do mudo da CEAGESP, já que participamos de muitas feiras”, explica Luciana. 


Fonte: Jornal Entreposto

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