Participação da entidade ampliou o diálogo com lideranças internacionais e acompanhou debates sobre inovação, sanidade vegetal, comércio e resiliência da cadeia global de sementes

A Associação Brasileira do Comércio de Sementes e Mudas (ABCSEM) participou do World Seed Congress 2026, realizado em Lisboa, Portugal, pela International Seed Federation (ISF). Considerado um dos principais encontros mundiais da indústria de sementes, o congresso reuniu representantes de entidades, empresas, governos e instituições de diferentes países para discutir os desafios e as oportunidades que devem orientar o futuro do setor.
Representada por sua Secretária Executiva, Mariana Barreto, a ABCSEM cumpriu uma intensa agenda de relacionamento institucional, troca de conhecimentos e aproximação com lideranças da cadeia internacional de sementes. A participação contribuiu para ampliar a presença do setor brasileiro nos espaços globais de discussão e para acompanhar temas que também afetam diretamente as empresas, os produtores e os demais agentes da horticultura nacional.
Sob o tema “Joint Actions, Resilient Futures”, em português, “Ações conjuntas, futuros resilientes”, o congresso destacou a importância da cooperação entre os diferentes elos da cadeia para enfrentar desafios cada vez mais complexos. Entre os assuntos presentes na programação estiveram mudanças climáticas, inovação genética, segurança do comércio internacional, sanidade vegetal, sustentabilidade, acesso a sementes de qualidade e adaptação dos sistemas produtivos.
Segundo a Secretária Executiva, essas discussões têm relação direta com o trabalho desenvolvido pela ABCSEM no Brasil. “A circulação internacional de sementes e materiais de propagação, por exemplo, depende de sistemas fitossanitários eficientes, regras baseadas em critérios técnicos e maior harmonização entre os países. Ao mesmo tempo, as mudanças nas condições climáticas ampliam a necessidade de pesquisa, desenvolvimento de novas cultivares e acesso dos produtores a materiais genéticos adaptados a diferentes ambientes de produção”, explica a profissional.
Durante o evento, Mariana Barreto participou de painéis, acompanhou debates técnicos e manteve contato com representantes do setor de sementes de diferentes nacionalidades. A agenda também incluiu encontros com integrantes da diretoria da ABCSEM, profissionais de empresas associadas e representantes de outras instituições brasileiras, reforçando a importância da atuação coordenada entre entidades e setor produtivo.
A presença brasileira no congresso possibilitou compartilhar demandas nacionais, conhecer experiências adotadas em outros mercados e acompanhar discussões que poderão influenciar normas, protocolos e políticas relacionadas à produção e ao comércio internacional de sementes. Para a ABCSEM, integrar esses espaços é fundamental para que as características e necessidades da cadeia brasileira de sementes e mudas de hortaliças, flores e plantas ornamentais sejam consideradas nas decisões construídas em âmbito global.
Protagonismo latino-americano

O World Seed Congress 2026 também foi marcado pelo fortalecimento da participação latino-americana na governança internacional do setor. Durante o encontro, a executiva argentina Lorena Basso assumiu a presidência da International Seed Federation (ISF), tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo em mais de um século de história da organização.
A nomeação representa um marco para a entidade e amplia a presença da América Latina em uma das principais organizações internacionais da cadeia de sementes. A região reúne países com forte vocação agrícola, grande diversidade de sistemas produtivos e papel estratégico na segurança alimentar mundial.
O Brasil também conquistou maior espaço na estrutura da ISF com a indicação de Henrique Alves, da GDM, pela Associação Brasileira de Sementes e Mudas (ABRASEM), para integrar a diretoria da federação. Os movimentos ampliam as possibilidades de contribuição latino-americana nas discussões sobre inovação, regulamentação, comércio e sustentabilidade.
“O fortalecimento dessa representatividade favorece a aproximação entre a agenda internacional e as necessidades concretas do setor brasileiro. Também cria oportunidades para ampliar a cooperação institucional e contribuir com a construção de soluções que conciliem segurança fitossanitária, inovação tecnológica e condições mais eficientes para a circulação de sementes”, finaliza Mariana.
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