
A pauta fitossanitária vem se consolidando como uma das mais estratégicas para o setor de sementes e mudas em 2026, impulsionada tanto pelo aumento das exigências internacionais quanto pela necessidade de mitigação de riscos associados à circulação de materiais.
Esse movimento ficou evidente na primeira reunião do Comitê de Fitossanidade, realizada em fevereiro, que marcou o início das discussões técnicas do ano com uma agenda ampla voltada à atualização de normas e fortalecimento do sistema fitossanitário. Em março, o tema voltou para a agenda setorial com uma nova reunião do Comitê de Fitossanidade da Abrasem, quando foram debatidos requisitos fitossanitários, a Instrução Normativa nº 28, com foco em questões relacionadas à quarentena, além da revisão da IN nº 25/2017. Na ocasião, também foi formalizada a nomeação de Antonio Baracat, representante da ABCSEM, como novo coordenador do Comitê.
No centro das discussões está a Análise de Risco de Pragas (ARP), ferramenta essencial para avaliação técnica de potenciais ameaças e definição de medidas de controle. O tema também foi tratado em reuniões específicas da ABCSEM para estruturação de projetos técnicos junto ao Ministério da Agricultura, reforçando sua relevância para a tomada de decisão.
Outro eixo importante envolve a atualização e harmonização das listas de pragas e dos requisitos fitossanitários, além do avanço de discussões sobre ARPs globais, estações quarentenárias e laboratórios de diagnose fitossanitária – pontos considerados críticos para garantir maior alinhamento com padrões internacionais e segurança nas operações
Os debates também incluem o fortalecimento de abordagens como o system approach, bem como a revisão de procedimentos relacionados à quarentena e ao controle de materiais, temas que vêm sendo tratados em conjunto com órgãos reguladores e entidades do setor.
Essas iniciativas refletem um movimento mais amplo de modernização do sistema fitossanitário, com foco em eficiência, segurança e competitividade. Para o setor, a capacidade de responder a esses desafios será determinante para manter o acesso a mercados e garantir a qualidade dos materiais comercializados.
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